quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Entrevista-Infernal war 666



1)Metal Face: Hail, Pazuzu, primeiramente gostaria de agradecer por me conceder tal entrevista e dizer que é uma honra entrevista-lo um nobre guerreiro que esta em constante luta junto com sua grande e honrada horda que a alguns anos tem enfrentado com muita força os homens da cruz.



2)Metal Face: Quando tu e o grande Armaggedda,saíram da Havoc logo iniciaram a horda Infernal War, como toda horda vocês tiveram problemas e dificuldades no inicio da incrível jornada, como foi esse caminho até estabilizar a horda?
Pazuzu:Na verdade há uma má interpretação nessa pseudo saída, a gente não estava mais satisfeito com o vocal da banda naquele momento, com isso tiramos ele da banda e demos continuidade com a banda naquela época ,só que passando alguns meses resolvemos mudar o nome da banda ,sendo assim o nome infernal war 666 veio a surgir
Como ainda tínhamos uma boa relação com o antigo vocal e não estávamos mais usando o nome ele nos perguntou se podia usar, concordamos e liberamos o nome a ele, bem esclarecido isso ,vamos ao assunto da nossa trajetória.
Bom, a infernal war 666 vem sofrendo grandes mudanças nesses longos dos anos tanto musicalmente, como de integrantes, encontramos grandes obstáculos ,mas todos sempre superados pela força e garra de membros antigos e atuais ,fizemos muitas alianças com grandes hordas e grandes guerreiros, mas também muitos inimigos que se perderam pelo caminho nos dando força para lutar .



3) Metal Face: Em 2003 a horda forjou sua primeira arma contra os homens da cruz o “Under Wings Demons of Hell” os resultados foram os esperados? Como o publico recebeu essa nova arma da branda?
Pazuzu:Bem apesar de ser um material bem simples ,conseguimos atingir um publico muito grande tanto aqui no Brasil como no exterior !!!



4) Metal Face: A horda já fez inúmeros shows pelo Brasil, já dividiram o palco com inúmeras hordas que lutam ao lado de vocês com os mesmos objetivos, existe algum show que foi muito marcante que nunca abandonara de sua memória?
Pazuzu:Bom um grande show para gente foi quando tocamos em criciúma que tentaram boicotar a banda querendo reduzir o cast , mas a gente não quis sair e pedimos ao publico que eles decidiriam e todos gritaram o nome infernal war varias vezes esse foi um grande show da banda.
Recentemente tocamos com uma das melhores e mais antigas bandas de death thrash do mundo isso pra gente foi uma grande vitória ,tocar com o POSSESSED E SADISTIC INTENT e ver que eles agitaram em nosso show, nos elogiaram, esse sem duvida também não sairá de nossas memórias


5) Metal Face: Em 2005 foi gravado o “Behind the Black Throne”, mas ate hoje ele não foi lançado, quais são as expectativas sobre ele?.O que terá de diferente do ultimo já lançado?
Pazuzu:Com a saída dos antigos membros, a banda resolveu regravar o material todo.
O novo nome para o material será : “Hail to the gods of that world”,
que por sinal ficou muito melhor que antes. Estaremos lançando cd agora para meados de outubro. O cd estará muito mais agressivo e muito mais técnico que o primeiro material da banda, e entraremos em estúdio para gravar as musicas novas no fim do ano.



6)Metal Face: Sabemos que a horda esta em fase de mudanças. Alguns guerreiros que já posuem grande experiência estão entrando para a horda, o que você acha deles fale sobre os novos membros!
Pazuzu:Apesar de serem mais novos do que eu ,eles desempenham muito bem o papel na banda tanto musicalmente quanto como guerreiros nessa batalha contra a hipocrisia cristã , e com certeza o puro black metal corre em suas veias, recentemente a banda sofreu mais uma baixa ,tendo a saída de um grande guerreiro of the night ,por motivos pessoais e familiares e após 25 anos dedicados ao metal resolveu encerrar a carreira de shows ,continuará auxiliando a banda internamente, e sendo assim, não penso em colocar alguém em seu lugar por enquanto não vejo ninguém a sua altura.




7) Metal Face: Pazuzu, você organiza o grande “Infernal Festival” festival que já trouxe grandes bandas e na terceira edição em Setembro de 2007 tocou a Gräfenstein excelente banda alemã e entre outras bandas, como foi criado o festival? O que podemos esperar nas próximas edições?
Pazuzu::O festival foi criado após entrarmos em estúdio para gravar o cd e resolvemos organizar alguma coisa pra levantar uma grana para o cd ai surgiu o festival !!
Esse ano para a banda foi um ótimo ano relacionado a shows ,como eu sempre organizo sozinho o festival, ainda não tive tempo para organizar o 4° pois queria manter a mesma linha do terceiro festival que foi excelente, esse ano eu iria adiantar a data do festival pois estava fechando com o besatt ,mas por motivos de datas e horários de vôos dos caras não pude trazer eles pra cá ,mas com certeza o próximo será a altura dos outros.Aguardem.






8)Metal Face: Há pouco tempo a Infernal War 666 tocou ao lado do Possessed grande nome do Thrash Metal mundial, como foi pra você que é fã da banda dividir o palco com o Jeff Becerra e cia.?
Pazuzu:Bom, quando se fala de Possessed você lembra das épocas antigas que a galera leva a serio metal, ver o Jeff Becerra enlouquecido em uma cadeira de rodas foi uma grande lição de vida para todos com certeza, para eu e o ex- guitarra que acompanhamos eles a muitos anos, ele ainda mais do que eu, foi um momento único, pois qualquer pessoa relacionado ao metal extremo um dia viu ou ouviu falar da grande lenda que é o Possessed
Com certeza foi o melhor momento da vida de quem curte metal extremo ver os caras .






9)Metal Face: Vocês têm algum projeto paralelo à horda? Fale sobre se houver algum.
Bom o vocal e o baixista tocam na the torment .
Pazuzu:Eu estou me dedicando a infernal war 666 no momento, tenho uns projetos e toco em outras bandas mas por enquanto estamos parado sem ensaiar e estou aproveitando todo esse tempo para dar minha energia exclusivamente a Infernal war 666


10)Metal Face: As composições da horda são feitas por quem e tratam basicamente sobre o que?
Pazuzu:Eu e o ex guitarra (of the night )criávamos as composições e apresentávamos ao resto da banda e em cima das bases criadas e fazíamos o resto com a banda toda. As letras foram feitas pelo guitarrista , abordando temas como ocultismo, anti-cristianismo e satanismo!!!!



11)Metal Face: A cena do black metal no sul do país é bem variada de temas, ideologias... Como você vê a cena atual em comparação ao que era quando vocês começaram?
Pazuzu:Quando começamos não existia muito acesso as coisas como hoje em dia, o black metal era levado mais a sério, era dando sangue e suor, a galera era mais fiel aos seus princípios ,freqüentavam shows e lutavam pelo mesmo objetivo.Hoje em dia a uma grande desunião, alguns montam banda para competir com outra ou desfilar em cima do palco!!!!
O sul têm excelentes bandas ,grandes guerreiros que lutam para que a chama nunca se apague, mas existem aqueles retardados que se escondem atrás de computadores e ficam difamando as bandas que lutam para um cena forte.Vejo que com o passar dos anos muitos evoluíram ideologicamente, mas alguns que nem precisa citar nomes estão vivendo na mesma merda que viviam antigamente e vivendo de aparências e mentiras. Pra esses só me resta deixar a seguinte frase !fuck you all !!!




12) Metal Face: Agradecendo novamente por ter concedido suas grandes palavras, peço que deixe um recado aos fãs espalhados pelo Brasil da grande Infernal War 666 e fale sobre os próximos shows.Encerrando a entrevista te desejo muita força e honra que sempre possa seguir com muita sabedoria essa interminável guerra.
Pazuzu:Recentemente tocamos com o Funeral do paraguai e o Torture Squad e mais algumas bandas daqui da região, no dia 18 de outubro tivemos a grande honra de tocarmos com o DESASTER foi sem duvida um grande show para a banda !
“Um verdadeiro guerreiro não é só reconhecido pelo numero de batalhas mas também pelo seus atos de honra”

Força e honra sempre!

Entrevista Por: Marlon Mitnel

terça-feira, 21 de outubro de 2008

" GARGANTA DO DIABO FESTIVAL I"


" GARGANTA DO DIABO FESTIVAL I"

Data:6 de Dezembro

22 horas

Cidade:Santa Maria

Local: Boate do DCE (Rua Professor Braga ao lado do Master pre vestibulares.

ingressos:6 antecipado, 10 na porta

excursões entrar em contato.


No palco:Symphony Draconis (Black Metal)-POA

A Sorrowful Dream (Dark Metal)-POA

South Legion (Extreme Death Metal)-RG

Scarpast (Doom/Death Metal)-SM

Swampy (Thrash/Death Metal)-SM

Serpent Rise( Doom Metal)-SM

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Entrevista-Postmortem


Pelotas. A conhecida Dark City, seu Porto sombrio, largas ruas retilíneas, úmidas. Musgo. Vento que assovia nos vazios das enormes taperas. Belo desbotado que se aguça em dias cinzentos, chuvosos. Por lá habita um povo historicamente muito culto, é berço de muitos artistas, de várias vertentes. Uma personificação da palavra “underground”, diria eu, encontra-se nela. Nesse cenário, com garra, retidão e dedicação, originou-se, em 2004, a banda POSTMORTEM. Abaixo, confira mais sobre essa grande banda Pelotense, formada por Bruno Añaña, no vocal e na guitarra, Mou Machado, na guitarra, Douglas Veiga, na bateria, e Matheus Heres, no baixo.

Metal Face:POSTMORTEM é uma expressão bastante usada, é nome de um livro, de um jogo, de uma música e de uma fase muito explorada pela neurociência, o tempo decorrido após a morte de uma pessoa. Qual dessas utilizações chamou a atenção ao ponto de a escolherem como nome ?
Postmortem: foi por causa da música do Slayer mesmo, somos grandes fãs deles.
Além de ser uma palavra em latim, idioma que achamos que combina bem com Death Metal, e seu significado representa bem o estilo.
Douglas: além das temáticas que usamos, geralmente a morte, reincarnação e o oculto.

Metal Face:A banda teve algum outro nome antes? Por que a troca?
POSTMORTEM: teve outro nome, era Wargod, mas era provisório. No cartaz do primeiro show ainda estava como Wargod, mas já tínhamos decidido pela troca de nome, e durante o show anunciamos a mudança.

Metal Face:E quanto a integrantes, mudanças desde a formação? Se ouveram, tiveram alguma influência no desenvolvimento do que hoje vemos nos palcos?
POSTMORTEM: a primeira formação era o Willian Knuth nos vocais, Bruno Añaña na guitarra, seu irmão Daniel Anãña no baixo e Douglas Veiga na bateria. Logo depois do primeiro show Daniel decidiu sair da banda para se dedicar inteiramente à faculdade. Então, Matheus Heres assumiu o posto de baixista, além de a banda decidir por abandonar as influencias thrash metal e compor musicas baseadas no Death Metal. Após um tempo, Willian teve que mudar de cidade e isso impossibilitou a sua participação nos ensaios (pouco antes da Gravação da Demo), daí em diante, Bruno assumiu o posto de vocalista junto à guitarra, e sentimos a falta de mais peso na banda. Dessa forma, decidimos por convidar um amigo nosso, Mou Machado, para assumir a segunda guitarra.

Metal Face: Sobre influências musicais, que tal cada um citar pelo menos duas bandas ou artistas que serviram de base para si?
Matheus: Nile, Brujeria, Morbid Angel e Marduk
Mou: Morbid Angel e Deicide, foram as primeiras bandas de Death Metal que conheci, e que idolatro até hoje.
Bruno: Nile, Spawn of Possession, Deicide. Guitarra vai um pouco de Stevie Ray Vaughn até Karl Sanders.
Douglas: As principais são Morbid Angel, Slayer, Deicide e Nile, mas na bateria os meus grandes ídolos são Derek Roddy, Pete Sandoval, Dave Lombardo e Paul Bostaph.

Metal Face: Como vocês vêem o fato de fazer Death Metal no Brasil, especificamente no sul do Brasil, sabendo que dinheiro é algo que dificilmente se possa esperar a ponto de “viver da música”?
Douglas: eu gosto muito da cena aqui do RS, sempre teve ótimas bandas, e algumas já tiveram e tem grande reconhecimento, veja, por exemplo, o Krisiun, que até levou o nome do RS para o mundo, é como diz aquela velha frase, “grande celeiro de Bandas de Death Metal”, mas já ganhar dinheiro com Metal, isso é uma utopia – metal – farofa anos 80! (risos). Toco Death Metal porque gosto do estilo, de tocar e ver a galera vomitando o cérebro de tanto bater cabeça, e se matar nas rodas, do mesmo jeito que eu faço quando vou num show das bandas que eu gosto. Por isso que tocamos metal e não pra ganhar grana, se fosse por isso montávamos uma banda de forró! (risos)
Bruno: é, fazemos Death metal por puro amor à camisa mesmo. O fato da grana é complicado. Pois não somos ricos, longe disso, logo temos de rejeitar convites pra tocar em outras cidades puramente por falta de grana. Vontade de tocar mundo afora não falta! O negócio é seguir em frente!
Mou: realmente não dá pra se esperar um retorno financeiro garantido, o negócio é amor à camiseta mesmo!
Matheus: toco porque gosto, dinheiro é bom, mas aqui não tem como pensar nisto.

Metal Face: “OUT OF TOMB” é o nome da primeira Demo, gravada entre 2006 e 2007. Falem um pouco sobre a temática abordada por vocês e do que inspirou a composição não só das músicas, mas do material como um todo.
Douglas: no geral, nossas letras falam sobre a morte, neste Demo algumas letras usam o tema na forma fictícia, como “Decomposition In High Degree” e “Corpse Decapitation” (esta última escrita pelo nosso antigo vocalista Willian), Fictícia no sentido de conto de Terror, na “Doomcreeper” e “Possession of Spirit and Flesh” eu usei o tema de forma mais mitológica, claro se tu der uma lida rápida pode parecer só mais uma letra de death metal, mas eu acho que uma leitura mais reflexiva pode mostrar mais os simbolismos que usei. Já a parte visual e escolha do título eu trouxe as idéias pro restante da banda e começamos a divagar sobre elas.
Sobre o título “Out of Tomb” (fora da tumba), o adotamos por ser nosso primeiro registro em estúdio, seria como se falássemos: “Olha estamos aqui no underground lutando pelo o que acreditamos!”. (risos)
Mou: detalhe importantíssimo! A mão que aparece na capa é minha! (risos)

Metal Face: E a parte de planejamento, gravação, distribuição? Como vocês vêem esse processo? Teriam alguma sugestão para bandas que estão tentando realizar o registro e a divulgação do seu trabalho?
POSTMORTEM: gravamos no estúdio Electric, e estamos divulgando na internet e pessoalmente, pouco tempo atrás, conseguimos algumas distribuidoras fora do país, como a Maltkross na França, Symphonic Blast na Ásia, Gates of Horror 666 no Peru, Tour de Garde no Canadá e mais algumas outras ligadas à Maltkross. Aliás, gostaríamos de deixar nosso agradecimento ao Leonardo, da banda Decimator, que nos passou o contato com o Jeremy da Maltkross, da França.
Douglas: queríamos o máximo de qualidade possível com nosso orçamento, sem aquela cara de Demo e mais como um EP ou algo assim. E o processo de gravação foi bem divertido, porém demoramos bastante por falta de verba, então, fomos gravando cada sessão de instrumentos e quando a grana ficava curta, juntávamos mais, pessoalmente, com a venda de camisetas e adesivos e depois retomávamos de onde paramos. Já a divulgação é mais difícil, mas não menos divertida, é a mesma batalha para todas as bandas do underground. Mas por outro lado a Internet diminuiu muito as distâncias e isso ajuda muito.
Bruno: demorou bastante também devido à inexperiência nossa com gravação, mas, felizmente, gravamos com um amigo nosso, Protásio Júnior, dono do Estúdio Electric, que facilitou e muito no processo, não tornando a gravação um processo tenso.
Matheus: a meu modo de ver, foi bem tranqüilo, as gravações em si foram rápidas, o que demorou foi a gravação entre um instrumento e outro, eu esperava algo mais complicado em termos de gravar o cd mesmo, a mixagem e tal, mas não foi tão demorado o quanto eu imaginava.Valeu como experiência para a gravação do CD que espero que não demoremos muito a gravar.

Metal Face: Onde já realizaram shows? E como foi quanto à infra-estrutura e a recepção por parte do público?
Postmortem: fora de Pelotas, já tocamos em Santa Catarina, no Steel Festival, já tocamos em Rio Grande, Sapucaia do Sul e estamos com outros shows marcados para fora da cidade. Quanto à infra-estrutura, já tocamos em palquinhos 2x2 e já tocamos também em palco de teatro. Isso pouco importa, se a gurizada que for nos ver curtir, isso é o que vale! Infelizmente muitas vezes a sonorização em shows underground é precária. Afinal de contas, nossos recursos são escassos, e temos de optar pela sonorização mais em conta. O que resulta, muitas vezes, em uma qualidade sonora baixa nos shows.

Metal Face:Quais são as atividades hoje, e quais são os planos?
Mou: hoje, estamos compondo musicas novas, fazendo shows e trabalhando pesado na divulgação da nossa Demo. Esperamos, assim, aumentar nosso número de shows e fãs pelo estado e país, e, quem sabe, também fora. Pretendemos gravar material novo assim que possível, divulgar nosso som para o mundo, e tocar aonde pudermos! Death Metal Till Death!

Metal Face: Desde já agradeço a vocês pela colaboração com o nosso Zine e, para encerrar, peço que indiquem aí, para o pessoal, onde buscar mais sobre o POSTMORTEM.
Douglas: primeiramente, obrigado pelo apoio e espaço, sempre terão nosso apoio e respeito. Acessem www.myspace.com/postmortembrofficial, lá tem amostras das músicas da nossa Demo e nossa agenda.
Contato: banda_postmortem@bol.com.br ou douglaspostmortem@hotmail.com
Cartas para Rua Otávio Rocha, 64, CEP 96080-180 Areal, Pelotas/RS.




Entrevista por:Janice

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

resenha- I



“Between Two Worlds” foi um dos grandes lançamentos de 2006, e serviu para mostrar ao mundo o quão genial é o líder do Immortal, que lançou um disco musicalmente bem diferente de sua banda principal, mas mantendo toda aquela aura black que permeia a música do Immortal.Nota-se muitas influências de Motorhead neste álbum, até porque Abbath toca em uma banda cover de Lemmy & Cia, chamada “Bombers”. Mas nem só de Motorhead acha-se inspiração no disco, há muito de Venom e Bathory em muitas músicas, soando até de certa forma bem original. É interessante notar que muitos músicos da cena black metal são influenciados por este lado mais “rock and roll” do negócio, o mesmo ocorre com o projeto de Shagrath do Dimmu Borgir, chamado “Chrome Division”, onde ele toca guitarra em vez de berrar. Talvez este disco esteja mesmo “entre dois mundos”, ou seja, o mundo do rock and roll sujo de um lado, e o black clássico de outro, um contraponto que tem tudo a ver, pois o Venom foi influenciado pelo Motorhead! A primeira faixa, “The Storm I Ride” já é uma das melhores do disco, com um ritmo mais rápido e um riff marcante... Abbath mantém um pouco de sua linha vocal do Immortal, só que um pouco menos agressivo, certamente bem mais limpo. “Warriors” é mais lenta e cadenciada, contando com belos solos de guitarra. “Between Two Worlds” também cai mais pelo lado cadenciado, com riffs bem sacados e cortantes, e o último solo é uma clara referência ao imortal Bathory! Méritos dos guitarristas Abbath e Ice Dale (também Enslaved). “Battallions” é bem rápida, com riffs bem marcantes, e uma pegada matadora de bateria, à cargo do também integrante do Immortal, Horgh. “Days of North Winds” é outro grande destaque por causa do trampo fantástico de guitarras! E se você curte muito Bathory vai se emocionar com “Far Beyond the Quest”! Em termos gerais é um disco fantástico, que contou com a produção de Geir Luedy, e mixado pelo mestre Peter Tagtgren (guitarra e vocal do “Hypocrisy”), que já trabalhou bastante com o “Immortal”, além é claro, de dezenas de bandas. A capa do álbum é bem simples, apenas com o nome (!) da banda, porém é marcante!



Por Maicon Leite

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

release-Symphony Draconis





Symphony Draconis - ReleaseNo verão de 2006 surge, com a proposta de movimentar o cenário black metal, fugindo da mesmice e dos padrões já arraigados ao estilo, SYMPHONY DRACONIS. Da projeção de Herr Amoth (vocais), Thiernox (guitarra), Aym (guitarra) e Helrier Berzerker (bateria), com o intuito de criar uma linha ideológica na qual fosse prezado o verdadeiro potencial humano, livre da influência deletéria do mundano antro eclesiástico vigente. Erguendo-se contra ídolos, panteões, pseudofilósofos e o patético rebanho de escravos adoradores.
No inverno de 2007 ingressa na banda o baixista Flowsthaingrof, trazendo ainda mais solidez, estabilidade e peso.
Soando como uma ária enérgica, o Symphony Draconis mostra-se repleta de elementos vigorosos, severas melodias, riffs cortantes e intensas vociferações sustentadas por um denso, preciso e violento pulsar.
Em Abril de 2008 é lançado o primeiro registro oficial do grupo, sob o titulo "Inside The Horned Pentagram" que conta com três faixas. A banda retorna ainda esse ano ao estúdio para dar inicio as gravações do seu primeiro álbum.
“Diante de nenhum de seus ídolos impressos eu me curvo em respeito, e aquele que uma vez disse "deverás" para mim é meu inimigo mortal!"
contatos:
www.myspace.com/symphonydraconis
www.symphonydraconis.com

Entrevista- Betrayer Bolívia




A banda Betrayer (Thrash / Death
Metal) começou seus trabalhos em
meados de 2005, contando com o
Japonês Akio Inowe e o Boliviano
Mauricio Carreño nas guitarras; o
também Boliviano Luis Alpires, vulgo
Rotten, no contrabaixo e vocal; e na
bateria o alemão Heiflsen Ottenburg
Pelaes. Em menos de 8 meses de
trabalho, a banda fecha contrato com
o selo Oxido Metal Records e lança
seu álbum de estréia, denominado
Outburst. Atualmente, a banda
mantém a mesma formação e lança
seu segundo álbum, intitulado “Eye
for an Eye Lie for Lie”, pelo selo Metal
Priest. O álbum conta com oito faixas
que contém muita referência ao
Thrash dos anos 80 e ao Death, conta
também com uma faixa totalmente
Doom. Neste, como nos demais
trabalhos, a Betrayer sempre
trabalhou com letras em inglês,
sendo que em princípio não pretende
gravar nada em espanhol.
Com a palavra: Betrayer!




Metal Face - Primeiramente,
agradeço ao tempo cedido por você,
Maurício. Como vocês chegaram ao
nome Betrayer?
Maurício: Velho, na verdade o
nome tem dois significados, a gente
chegou a Betrayer por que aqui, na cena
musical da Bolívia, você encontra muita
hipocrisia, para com o que as pessoas
realmente pensam e sentem, se vendem
por fama ou dinheiro. A gente prefere
fazer o que realmente gosta. Estamos
entre o comercial e o underground, na
verdade. E o segundo motivo é por que
todos os integrantes da banda são loucos
pela canção Betrayer da Kreator, “somos
os mais brothers of true metal do que
Manowar” (Risadas)



Metal Face - Como toda a
banda se conheceu?
Maurício: Eu estudava com o
Akio no segundo grau, a gente sempre
teve a idéia de criar uma banda, então
conhecemos o Rotten através da
distribuidora de cd’s dele, já que a
pirataria na Bolívia é uma coisa natural e
não punida, ele é o único cara que traz
cd’s originais aqui na cidade. Fomos tocar
juntos e ele trouxe o baterista, que é seu
amigo de infância, nos demos muito bem
e seguimos até hoje.



Metal Face - Como vocês trabalham
nas composições?
Maurício: A gente sempre trabalhou
junto, do mesmo modo; nos reunimos em
minha casa depois de um ensaio e
trabalhamos com um metrônomo,
tocamos e gravamos as idéias em
ambiente (um canal para tudo), nos
próximos ensaios tocamos as frases e
vamos polindo. O Rotten (baixo/ vocal)
escreve todas as letras, mas se algum
integrante não concorda com a letra
agente fala livremente.



Metal Face - E qual é a
temática das letras neste novo
trabalho? Sendo que há três anos
atrás a Bolívia ficou em segundo
lugar no ranking de país mais
corrupto do mundo, perdendo
somente para a Nicarágua, vocês
mantêm a linha do primeiro disco,
com muitas críticas à corrupção?
Maurício: (Risadas)
Infelizmente é a situação do país, mas as
letras falam de experiências pessoais,
política, corrupção, perversão e desastres
naturais.Tentamos passar nossa
mensagem para que as pessoas possam
mudar o seu modo de pensar, ver de
outra forma as coisas e serem elas
mesmas.



Metal Face - Como foi o
processo de gravação deste novo
disco?
Maurício: Completamente
diferente da nossa primeira demo.
Fizemos tudo errado, gravamos as linhas
de guitarra, depois o baixo e depois o
vocal, e por último a bateria. Mas a gente
tinha conseguido equipamentos bons pra
gravar (aqui é meio complicado por que
não temos estúdios realmente bons e
bem equipados, além de tudo é muito
caro). No entanto, por fim, agora, fizemos
tudo certo, ainda que sem tantos
recursos, tivemos muito tempo gravando,
em casa mesmo, para poder sair, já
temos mais experiência e tivemos a sorte
de poder contar com a ajuda de músicos
muito bons daqui, com anos de
experiência; o Ricardo Chino Frio (exguitarrista
da banda Azul–Azul, que tocou
pela Europa e América Central) é um
deles. Assim, o processo foi como teria
que ser.



Metal Face - Para finalizar gostaria
que você nos contasse como foi a
troca de selo?
Maurício: A gente trocou de selo mais
pela liberdade. Com a Oxido Metal foi
bom por que a gente não teve gasto
nenhum, eles fizeram toda a publicidade,
o encarte e o CD, depois de um tempo a
gente estava recebendo proposta pra
tocar em outros lugares, mas a Oxido não
nos permitia. Queríamos mais poder
tocar, era mais por prazer que por outra
coisa, então, assim, decidimos cortar
relações com a Oxido Metal e fechamos
com o Metal Priest. Ainda que a gente
tenha que pôr dinheiro para os Cds, pelo
menos a gente pode tocar aonde quiser.
Temos muito mais liberdade.



Metal Face - Novamente obrigado e
sucesso pra vocês!
Maurício: A gente que agradece a
oportunidade pra divulgar o trabalho.


Para quem quiser algum
material: http://www.betrayer.8m.com/



Entrevista por:Marcos Marschall

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

resenha-Lord Haunted



Lord Haunted
“Bang’em Till Bleed the
Bone”


Apostando em um som bastante
consistente e pesado, os
santistas da Lord Haunted se
saíram muito bem em seu
primeiro trabalho oficial, já que
anteriormente haviam gravado
apenas covers de Exciter, King
Diamond, etc. E é justamente
nestas bandas que a banda tem
influência, principalmente no
vocal afiadíssimo de Marcos
Fazzio, que por pouco não se
torna vocal do Exciter! Além
disso, a banda já participou de
um tributo ao Running Wild e
outro para o Manilla Road,
lançado este ano, contendo a
música “Dig Me No Grave”, que
também está contida nesta
“demo”. “Divine
Imperfection” começa bem
rápida, com riffs matadores e
Fazzio arrebentando nos agudos.
Preste atenção nos solos de
Roger, bastante inspirados e que
ultimamente andam meio
esquecidos por grande parte das
bandas. “Aphelion” tem uma
linha vocal muito boa, onde
Fazzio interpreta realmente a
música, algo como o mestre King
Diamond faz, dando um toque
especial a todo o peso. “Geld
Yourself” segue a mesma linha,
só que com um toque mais
“calmo” na metade da faixa e
novamente os solos são de
arrepiar! Agora, se você é
headbanger e não ficar
empolgado com os riffs
cavalgados e empolgantes de
“Better By the Bullet”, você
possivelmente tem sérios
problemas... É muito difícil
encontrar bandas deste porte no
Brasil, tocando heavy metal
tradicional oitentista, e, além
disso, a Lord Haunted soa
original e encontra-se pronta
para conquistar os fãs do puro
metal. Encerrando o play temos
um cover do Manilla Road, “Dig
Me No Grave”, com um peso
absurdo e que certamente deve
ter deixado Mark Shelton feliz. O
restante nem preciso falar
muito, já que a gravação está
muito além da média e a parte
gráfica bem produzida, com
absoluto destaque para a capa.
Se você gosta das bandas
citadas acima e de metal
tradicional em geral, a banda é
uma excelente pedida!


Por Maicon Leite